terça-feira, 2 de agosto de 2011

Crise na Europa

Hoje surgiram notícias sobre a escalada dos juros da dívida Espanhola e sobretudo da Itália.
O governo italiano vai reunir de emergência. Bruxelas desmente que estejam a ser elaborados planos de resgate à Espanha e à Itália...onde já ouvimos isto? Ou muito me engano, ou seguem-se os mesmos passos que aconteceram na Grécia, na Irlanda e em Portugal, ou seja, subida constante das taxas de juro, corte do rating (pelas grandes empresas americanas), até ao colapso.
Este problema merece realmente uma análise mais profunda e quem sabe com contornos de conspiração mundial...existem uns clubes, que reúnem de vez em quando, e que elaboram planos destes, será verdade?

Notas que penso merecerem uma reflexão:
  1. A crise começou nos Estados Unidos com a questão do subprime e da queda do Banco de investimento Lehman Brothers (o tal que uma semana antes de falir tinha cotação A+ atribuida pela empresas americanas de rating);
  2. O estado teve que intervir fortemente na economia, com resgates a bancos e nacionalizações, algo que não passava pela cabeça da maioria das pessoas. Especialmente nos EUA, a capital do liberalismo económico;
  3. Todos os entendidos nesta matéria, os do costume claro, vieram dizer que o sistema financeiro mundial tinha que ser refundado, que não poderíamos voltar a ficar dependentes de uns senhores que se lembraram de encapotar créditos de cobrança duvidosa em algo de muito valor...
  4. O resto da história, todos sabemos, continuamos na mesma, nem refundação nem regulamentação no sistema financeiro;
  5. Pelo contrário, parece que a solução, pelo menos em Portugal, é a liberalização total. Se bem que o liberalismo pode ter várias interpretações, parece-me excessivo que em Portugal e na Europa se entreguem todas as decisões estratégicas nas mãos dos famosos "MERCADOS";
  6. Também acho muita piada quando os economistas vão à TV dizer...Temos que dar um sinal positivo aos MERCADOS, mas que raio de porcaria é essa? Os MERCADOS? Deixem-se de tretas, os mercados são pessoas com interesses que utilizam organizações ou empresas para exponenciarem os seus interesses;
  7. A verdade dura é que nos endividamos muito mais do que devíamos, mas esse endividamento também foi fomentado, ou não? Por exemplo, em relação ao arrendamento, o que foi colocado na cabeça das pessoas, pelo estado e pelos bancos? Que era melhor comprar que arrendar e não se pense que isto não foi pensado porque foi, não podemos continuar a ser anjinhos.
AMANHÃ HÁ MAIS

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